MANCHAS:
O tratamento das manchas deve ser devidamente orientado pelo dermatologista,
a fim de determinar, não apenas o tipo de mancha, mas se ela é
oriunda de uma doença do colágeno (colagenose), uma malformação
genética intratável ou um câncer. O aparato utilizado
para avaliação inclui dermatoscópio, lâmpada
de Wood e fotografia digital. Todo paciente com câncer de pele, e
todo aquele com colagenose (como lupus, por exemplo) apresenta contra-indicação
formal a qualquer procedimento estético. As manchas ditas como melasma
(antigamente denominadas cloasma), que podem decorrer de alterações
hormonais (como a gravidez), genéticas e outras, merecem cuidado
especial, pois são mais resistentes ao tratamento, e costumam voltar
com estímulo inflamatório. Por isso, não é apropriado
usar neste tipo de mancha recursos como peeling e laser, que podem agravá-las.
Cada mancha merece um tratamento específico, uma vez que pode ter
várias causas.
As olheiras geralmente apresentam dois componentes causais, como depósito
de hemossiderina (pigmento sanguíneo) e melanina (pigmento cutâneo),
e por isto necessitam de um tratamento específico, e são oferecidos
bons resultados com luz intensa pulsada.
Cosmiatria: Tratar a pele diariamente com ativos despigmentantes
é o primeiro passo para o clareamento das manchas, e deve ser supervisionado
pelo dermatologista com vistas a adequar a concentração e
pH dos ativos prescritos, além de incentivar o uso do filtro solar.
Sem a devida reeducação dos hábitos de fotoproteção,
o tratamento das manchas é pobre, e pode ser perdido com a exposição
solar diária.
·
Peelings: Os peelings químicos provocam uma esfoliação
superficial ou profunda, de acordo com a concentração e pH
dos ácidos utilizados. Para tal procedimento o paciente deve estar
com a pele devidamente preparada, através de cremes com ácidos
utilizados previamente, sob supervisão médica.
Microdermoabrasão ou Peeling de Cristal: trata-se
também de um peeling, porém, mecânico, cujo aparelho
utilizado libera um jato de microcristais de hidróxido de alumínio
sob alta pressão. A mesma ponteira que emite o jato, simultaneamente
aspira o pó e as células mortas do paciente. A profundidade
alcançada varia de acordo com a intensidade do jato, a quantidade
de pó (“cristal”) produzido, e ainda com o número
de passadas sobre a pele. Para acentuar o efeito (profundidade) pode-se
realizar um peeling combinado, associando-se, após o peeling de cristal,
outro ácido, indicado para o tipo de pele da paciente, pelo médico.
O peeling de cristal isolado, quando muito superficial, pode ser utilizado
para tratar melasma.
·
Amelan: Trata-se de uma modalidade terapêutica de
grande eficácia nos melasmas e manchas em geral, e envolve um protocolo
de uso diário de creme + peelings seriados. Este é o peeling
mais indicado para casos de melasma, por ser leve e ter ação
antiirritante.
·
Luz Intensa Pulsada (IPL ou LIP): Tecnologia de luz com
diversas aplicações médicas, por ter a capacidade de
penetrar profundamente na pele, e reorganizar os feixes de colágeno,
reestruturando a arquitetura lesada sem interferir ou esfoliar a camada
superficial da pele. Além de redensificar o colágeno, a LIP
é capaz de eliminar pigmentos (manchas) e pequenos vasos que ocasionam
manchas.
· OBS:
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